Joanete pré-operatório
 
Joanete pós-operatório
 
Dedos em garra pré-operatório
 
Dedos em garra pós-operatório
 
Úlceras com pé diabético pré-operatório
 
Úlceras com pé diabético pós-operatório
 
Pé torto congênito pré-operatório
 
Pé torto congênito pós-operatório
 
Artrose pré-operatório
 
Artrose pós-operatório
 
Pé reumático pré- operatório
 
Pé reumático pós-operatório
 

JOANETE (HÁLUX VALGO)
Saliência ou protuberância na área do grande dedo do pé (“dedão”), quase sempre acompanhada de algum desvio do dedo, podendo remontar ou ser remontado pelo segundo dedo. Há uma tendência familiar, muito mais comum em mulheres e bastante relacionado ao uso de calçados inadequados. Potencialmente doloroso, pode apresentar crescimento lento e dor ou deformidades progressivas nos dedos vizinhos, além de dificuldade para calçados. Medidas preventivas são importantes para se evitar a deformidade ou retardar sua piora, uma vez que, depois de instalada, poucas medidas ajudam na resolução do problema. Os casos rebeldes, quando não há melhoria da dor, se beneficiam com a correção cirúrgica.

HÁLUX RÍGIDO
Situação de dor e perda da movimentação do dedo grande (“dedão” do pé) em decorrência de desgaste da articulação; além da dor local, provoca dificuldade para uso de calçados com salto, pela perda progressiva da mobilidade do dedo. O tratamento depende do grau de desgaste da articulação e de quanto ainda existe de mobilidade articular.

DEDOS EM GARRA / MARTELO
Deformidade dos dedos dos pés, gerando dor, calos, alterações da pisada, dificuldades para calçados. De início são flexíveis ou corrigíveis, tendendo a tornar-se rígido e deformado com o passar do tempo.

DOR NO CALCANHAR / FASCITE PLANTAR / ESPORÃO DO CALCÂNEO
Dor na região do calcanhar acompanhada ou não de manifestação óssea (“esporão”). Há processo inflamatório local, usualmente em pacientes com falta de alongamento muscular, com sobrepeso e sedentários. Bom prognóstico com tratamento conservador, sem necessidade de cirurgias. Nos casos mais rebeldes devem ser investigadas outras doenças locais ou gerais, como rupturas de tecidos, fraturas de “stress”, alterações posturais de apoio dos pés, doenças reumáticas, etc.

PÉ CHATO / PÉ PLANO / PÉ PLANO-VALGO
Pés que apóiam sem o arco (ou curva) plantar, podendo ou não gerar desconfortos, dores, cansaço ou alterações posturais ascendentes para os membros inferiores e coluna. Nas crianças, o arco longitudinal plantar surge a partir dos três anos de idade.

PÉ CAVO / CAVO-VARO
Pé com excesso do arco longitudinal, apóia-se no solo somente no calcanhar e na região das cabeças dos metatarsos e dedos, sem apoio do meio do pé; pode provocar dor, calosidades na sola por pressão mecânica excessiva, dedos em garra e encurtamentos. Deve ser sempre avaliado na busca de doenças concomitantes, principalmente aquelas que possam provocar desequilíbrios neuromusculares.

PÉ PRONADO / PÉ SUPINADO
Associação de desvios posturais do pé, provocando alteração no eixo do apoio “para dentro ou na borda interna” (pé pronado) ou “para fora ou apoio na borda externa” (pé supinado). Pode ser flexível, quando usualmente causa poucos sintomas ou tornar-se rígido por desgaste das articulações, tornando-se mais doloroso.

PÉ DIABÉTICO / PÉ NEUROPÁTICO / ÚLCERA PLANTAR / MAL PERFURANTE PLANTAR
É o pé acometido pelas alterações vasculares e neuropáticas secundárias à diabete, com diminuição da irrigação sangüínea e a perda ou diminuição da sensibilidade. O pé sem a sua sensibilidade normal (que é sua defesa), torna-se bastante vulnerável a ferimentos e lesões da pele (“úlceras”), que podem evoluir para feridas extensas com infecção ou gangrena, podendo então necessitar de amputações. Assim, essas úlceras devem ser tratadas com seriedade desde o início até o fechamento total da pele, pois constituem portas de entrada para bactérias que poderão gerar infecções graves. O diabético e sua família devem estar sempre orientados para uma inspeção diária dos seus pés, cuidados gerais com os pés, pele e unhas; não andar descalço, usar calçados adequados com palmilhas apropriadas e visitar regularmente um especialista em medicina e cirurgia do pé para avaliações periódicas e prevenção das complicações do pé diabético. Um exame de BAROPODOMETRIA COMPUTADORIZADA anual é útil para a identificação precoce das áreas de risco da sola do pé e prevenção das úlceras.

PÉ NEUROPÁTICO / PÉ CHARCOT
Pé com alteração ou perda da sensibilidade de auto-defesa, em decorrência de neuropatia (geralmente diabética); sofre microfraturas, desabamentos ósseos, desarranjos articulares, modificações da forma e da estrutura do pé, num processo indolor, lento e progressivo. Ocasiona deformidades importantes e modificações do apoio, necessitando acompanhamento e cuidados constantes por um especialista em medicina e cirurgia do pé, pois geram áreas de risco para o aparecimento de úlceras, feridas e infecções secundárias.

UNHA ENCRAVADA
Inflamação com ou sem infecção no canto da unha, geralmente do grande dedo, conseqüente ao uso de calçados apertados, erro de corte dos cantos da unha, traumatismos locais, etc. Processo bastante doloroso, dificulta os cuidados higiênicos locais e o uso de calçados; beneficiam-se bastante de procedimentos para limpeza e ressecção da unha ou do seu canto (“cantoplastia”), sob anestesia do dedo.

PÉ TORTO / PÉ TORTO CONGÊNITO / PÉ EQUINO / PÉ EQÜINO-CAVO-VARO-ADUTO / METATARSUS ADUCTUS / METATARSO VARO / PÉ CONVEXO / TALUS VERTICAL / PÉ CALCÂNEO-VALGO
Deformidades congênitas dos pés, que já podem ser reconhecidas no recém-nascido, podendo ser unilateral ou bilateral. Algumas são deformidades posturais intra-uterinas, sem muita gravidade, que poderão ser tratadas pela mãe com exercícios de correção ensinados pelo especialista; outros casos poderão necessitar exercícios corretivos feitos pelo médico, acompanhados de uma imobilização com botinhas de gesso, com retornos periódicos cada sete a dez dias, sendo atualmente o método de Ponsetti o mais utilizado para os pés eqüino-cavo-varo-aduto; Outros casos poderão apresentar deformidades mais rígidas, de evolução e correção mais lentas, podendo necessitar até de complementação com correções cirúrgicas. O objetivo é sempre corrigir as deformidades do pé no menor prazo possível, para que na época que começar a andar a criança tenha um pé eficiente e com bom apoio.

Nas crianças de maior idade, as deformidades também apresentam possibilidades de correção visando um bom apoio do pé, embora com maior probabilidade de correção cirúrgica.

ENTORSE DO TORNOZELO e PÉ / LESÃO LIGAMENTAR DO TORNOZELO E PÉ / TORÇÃO DO TORNOZELO E PÉ / RUPTURA LIGAMENTAR DO TORNOZELO E PÉ
São as lesões traumáticas mais comuns em todos os pronto-socorros do mundo; produzem graus variados de dor, incapacidade para apoio e inchaço e são classicamente divididas em: grau um (estiramento ligamentar sem ruptura), grau dois (estiramento com ruptura parcial cápsulo-ligamentar) e grau três (ruptura cápsulo-ligamentar completa). O tratamento depende do grau da lesão, da idade do paciente, dos hábitos de vida, das lesões associadas, do tempo decorrente desde a lesão aguda, etc.

PÉ REUMÁTICO / PÉ REUMATÓIDE / ARTROSE DO PÉ / DEFORMIDADES DOS PÉS E DOS DEDOS / DEDOS EM GARRA / DEDOS EM MARTELO
Doenças reumáticas podem ocasionar inúmeras deformidades nos pés e principalmente dos dedos, incluindo joanetes, dedos em garra, calosidades na sola dos pés, etc. A gravidade varia em cada paciente e em cada pé, podendo trazer queixas de dor, muita dificuldade para calçados e até ferimentos ou úlceras pelo atrito com o sapato. Medidas profiláticas e adaptações nos calçados podem ser adotadas e nos casos mais graves as correções cirúrgicas são indicadas para o realinhamento dos dedos, usualmente com bons resultados.

FRATURAS DO TORNOZELO E PÉ / FRATURAS MALEOLARES / FRATURAS DO PILÃO TIBIAL / FRATURAS DO CALCÂNEO / FRATURAS DO TALUS / FRATURAS DOS METATARSOS / FRATURAS DOS DEDOS DO PÉ / FRATURA DE LISFRANC / FRATURA-LUXAÇÃO DO TALUS
São fraturas e fraturas-luxações de alguns dos 26 ossos do pé e tornozelo, cujo tratamento dependerá do grau de lesão inicial, das lesões associadas, da gravidade das fraturas como desvios e número de fragmentos, associação com outras fraturas, etc. É importante a análise das condições circulatórias e neurológicas do pé, bem como das lesões da pele, associadas ao trauma. Dor muito intensa no pé traumatizado pode sugerir um aumento da pressão dentro dos compartimentos do pé (“síndrome de compartimento”), que deve ser prontamente reconhecida e tratada para minimizar as seqüelas.

TENDINITES / TENOSINOVITES / TENDINOSES / TENOPATIAS
São processos inflamatórios e degenerativos que se instalam nos tendões, podendo gerar dor localizada, dificuldade para andar, fraqueza tendinosa e até rupturas do tendão.

RUPTURA TENDINOSA / RUPTURA DO TENDÃO DE AQUILES / LESÃO DO TENDÃO DE AQUILES / RUPTURA DO TENDÃO CALCÂNEO / RUPTURA DOS TENDÕES FIBULARES / LUXAÇÃO OU SUBLUXAÇÃO DOS TENDÕES FIBULARES / RUPTURAS TENDINOSAS DO PÉ / RUPTURA DO TENDÃO DO TIBIAL POSTERIOR / TENDINOPATIAS DO PÉ E TORNOZELO / TENOPATIAS DO TORNOZELO E PÉ
São lesões tendinosas do pé, agudas ou crônicas, gerando dor, dificuldades de apoio, deformidades ou desvios do pé. Podem ser de instalação abrupta (rupturas agudas pós-traumáticas) ou lenta, progressiva e continuada, geralmente secundária à degeneração daquele tendão. A maioria dessas lesões beneficia-se com o tratamento cirúrgico para reparação e reforço dos tendões envolvidos, complementada ou não com procedimentos ósseos para re-equilíbrio mecânico do pé, seguida de uma boa reabilitação funcional fisioterápica.

COALIZÃO TARSAL / BARRA ÓSSEA / PÉ PLANO DO ADOLESCENTE / PÉ PLANO RÍGIDO DOLOROSO / PÉ CHATO RÍGIDO DOLOROSO / NAVICULAR ACESSÓRIO / PÉ PRONADO DOLOROSO
São situações potencialmente dolorosas no pé da criança ou adolescente, principalmente a coalizão tarsal – barra que tende a unir dois ossos do pé restringindo os movimentos e gerando dor e diminuição dos movimentos. O navicular acessório é “um osso a mais” que a natureza produz na borda interna do pé, adjacente ao osso navicular original, onde se insere um tendão bastante forte (Tendão do Tibial Posterior) podendo gerar dores no local; às vezes associa-se a um pé chato, requerendo uma análise cuidadosa para um tratamento correto.

ARTRODESES DO PÉ E TORNOZELO / ARTROSCOPIA DO TORNOZELO / OSTEOTOMIA DO PÉ / OSTEOSÍNTESE DO TORNOZELO E PÉ / OSTECTOMIA DO PÉ
São denominações de procedimentos cirúrgicos feitos nos ossos do pé ou tornozelo, visando a correção do problema proposto, restaurando o equilíbrio mecânico, as funções do pé e a melhora da dor.

TENOTOMIA NO PÉ / ALONGAMENTO DE TENDÕES / TENORRAFIA / REFORÇO DE TENDÃO / TRANSFERÊNCIA TENDINOSA / TRANSPOSIÇÃO DE TENDÃO / REPARAÇÃO TENDINOSA
São procedimentos cirúrgicos feitos nos tendões do pé ou tornozelo, visando restaurá-los, alongá-los, encurtá-los, alterar seu posicionamento, sua função, reforçá-los para prevenir novas lesões, etc., objetivando melhorar ou restaurar as funções do pé e melhorar dores.

METATARSALGIA / NEUROMA DE MORTON / NEUROMA INTERDIGITAL / DOENÇA DE FREIBERG
São dores na região metatarsal do pé, com ou sem calosidades no local; o neuroma de Morton e a doença de Freiberg são duas situações clínicas causadoras de dor, sendo a doença de Freiberg mais comum no segundo dedo (vizinho do grande dedo) e o neuroma entre o terceiro e o quarto dedos do pé.

SESAMOIDITE
Dor na região de ossos sesamóides, geralmente sob a cabeça do grande dedo (onde existem dois sesamóides); são pequenos ossos envolvidos por inúmeros tendões e existem vários fatores causadores da dor, como traumas no local, inflamações nos tendões subjacentes, fraturas agudas ou de “fadiga” ou necroses desses pequenos ossos.

SÍNDROME DO TÚNEL TARSAL / NERVO TIBIAL / COMPRESSÕES NERVOSAS NO PÉ
Dores na região do pé, acompanhadas ou não de sintomas neurológicos como formigamentos, áreas com diminuição de sensibilidade, fraqueza de alguns músculos, em conseqüência de compressão do nervo no seu trajeto, geralmente quando de sua passagem por algum “túnel” onde o nervo está se sentindo agredido ou apertado.

OSTEOMIELITE / PIO-ARTRITE / ARTRITE SÉPTICA / ARTRITE PIOGÊNICA
Processos infecciosos do osso ou da articulação, com a presença de bactérias. A contaminação pode ocorrer secundária a ferimentos abertos expondo o osso ou a articulação em contacto com o meio ambiente ou via sangüínea secundária a algum outro foco de infecção à distância, como amígdalas, ouvido, pulmão, vias urinárias, pele, dentes ou gengiva, etc. Requerem diagnóstico e tratamento precoces para cura ou minimizar seqüelas ósteo-articulares.

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